sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Palavras...

Palavras... palavras leva-as o vento. Já pensaram em quantas palavras dizemos por dia? Multipliquem esse número, porque de certeza que se estão a esquecer de todas aquelas que pronunciamos, de uma forma pouco audível no nosso cérebro, de cada vez que esboçamos um pensamento.

Às vezes, são tantas as palavras que dizemos que depressa nos esquecemos do que foi dito. Ora, não será verdade que, mesmo depois de uma boa discussão, conseguimos esquecer tudo aquilo que dissemos? Pois é... é nestas alturas que o ditado se aplica. Palavras leva-as o vento, para nunca mais voltarem atrás.

Dito desta forma, até parece que estou a dizer que as palavras são qualquer coisa sem importância, que só interessam como meio de comunicação. Mas não... as palavras... as palavras são algo de muito precioso. Uma das coisas mais preciosas que temos nesta vida. E porquê? A resposta é simples. Porque nós lhes damos importância. Porque elas têm poder.
Existem tantos outros ditados sobre palavras... Se tentasse enumerá-los encheria este meu cantinho...

Mas de todos aqueles que conheço e utilizo, há um, para mim, mais verdadeiro do que todos os outros. Diz-se que "as palavras são como punhais". Concordarão, certamente, comigo quando digo que esta é uma verdade quase universal, especialmente porque todos nós, num momento ou noutro, já sentimos na pele o cortar destes punhais que atravessam o tempo e o espaço. Punhais que atravessam qualquer obstáculo e chegam tranquilamente aos ouvidos dos seus destinatários.
Felizmente para nós, é tudo uma questão de contexto. Palavras leva-as o vento e eu espero que leve também o sibilar cortante das que são atiradas de uma forma cruel. Estamos a chegar a uma época festiva, e tudo o que quero são palavras repletas de amor e carinho. Igualmente poderosas, é certo, mas mais saborosas de ouvir.

Quero ouvir palavras que me consolem e acarinhem, que transmitam o espírito do Natal e nos permitam sonhar. Quero ouvi-las doces e alegres. Quero sorrir com elas e rir com prazer. Quero desejar um Feliz Natal a plenos pulmões, para que desta forma as minhas palavras tomem consistência e se realizem.

Não quero que o vento leve para longe este meu voto de Boas Festas.

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